Revisão de metas

Principal entidade empresarial ligada ao Minha Casa, Minha Vida, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), admite a afinidade da presidente Dilma Rousseff com o programa. “Foi algo que ela viu nascer, a gestação se deu basicamente na Casa Civil. Além disso, ela tem uma percepção muito clara de que o país não pode se considerar desenvolvido se for carente em infraestrutura”, afirmou ao Jornal Correio Braziliense o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, que elogiou a decisão do governo de colocar a Caixa como protagonista do processo. Ele tem se reunido constantemente com o presidente da CEF, Jorge Hereda. “Não há dúvidas de que esse é um projeto com grande impacto social, pois beneficia uma parte da sociedade que estava alijada de qualquer programa habitacional”, elogiou o empresário.


Ele admite, contudo, que o começo foi difícil. Em 2010, por exemplo, o governo e a Caixa Econômica tiveram que rever as metas, pois esperavam entregar 1 milhão de unidades e esse número não foi atingido sequer pelos contratos assinados com os futuros moradores - primeiro processo para a aquisição das casas próprias. “Foi uma fase de aprendizado”, minimizou. O presidente da CBIC aposta também no engajamento de governadores e prefeitos na iniciativa, algo que começou a ocorrer mais recentemente, sempre de olho nos dividendos políticos. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, por exemplo, alterou há poucas semanas o limite de recursos para construção de casas, ampliando esse valor em R$ 20 mil por unidade, de R$ 65 mil para R$ 85 mil. “Essas revisões também estão acontecendo em Alagoas, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, afirmou Paulo Safady. (Fonte: CBIC Clipping, 23/01/2012)

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