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on 28 November 2018

Combate ao Aedes Aegypti

A dengue é um problema de saúde pública no Brasil. Em Goiânia, o nível de infestação do mosquito aedes aegypti é alarmante. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, de janeiro a novembro de 2018, foram registrados 26 mil casos de dengue na cidade. Com objetivo de esclarecer dúvidas, apresentar formas de combater mosquito e de acabar com criadouros, o Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO), promoveu uma palestra na tarde desta terça-feira (27) para representantes do setor da construção. Participaram empresários, funcionários e estudantes, todos interessados em ajudar a eliminar o mosquito.

Durante a abertura do evento, o presidente do Sinduscon-GO, Eduardo Bilemjian Filho, pediu o empenho dos presentes para difundirem as práticas que erradicam os focos nos canteiros de obras. “Se pensarmos no prejuízo que essas doenças trazem para as empresas, a varredura em busca de focos teria que ser diária”, argumentou.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO), Francisco Antônio Silva de Almeida, disse que os fiscais do conselho estão atentos a qualquer ocorrência tanto em Goiânia quanto no interior e a medida que identificam um foco comunicam com autoridade competente local. Ele ressaltou que cuidar dos canteiros é proporcionar mais qualidade de vida aos funcionários evitando doenças e outros prejuízos.

Resistência

O palestrante da tarde, Wellington Rocha, biólogo da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, destacou a importância do combate ao mosquito que pode disseminar na Capital goiana três doenças: Zika, Chikungunya e a Dengue. Ele afirmou que a Febre Amarela praticamente não tem incidência na cidade. Das três doenças, apenas a dengue possui uma vacina de origem francesa – que é considerada pouco eficiente –,  e não está disponível na rede pública. A Chikungunya causa morbidade (dores intensas) por até dois anos, além de febre e redução de plaquetas. A Zika é prejudicial para todas as pessoas afetadas, mas as mulheres com até três meses de gestação correm enorme risco do bebê nascer com microcefalia.

De acordo com Rocha, o aedes é considerado um vencedor na corrida epidemiológica e nós seres humanos damos condições para que isso aconteça. O mosquito não tem competidor natural e a quantidade de criadouros é imensa. Cada fêmea produz 1.500 ovos e 99% desses ovos são viáveis, ou seja, quase não há perda. Um ovo pode ficar até um ano na seca sem eclodir, a espera de chuvas. “Goiás é o paraíso para o mosquito que segundo a literatura veio para o Brasil nos navios negreiros. Temos grande cobertura vegetal, umidade que varia entre 75% a 85% e temperatura agradável que vai de 25° a 35°”, condições perfeitas para a proliferação argumenta ele.

Além disso, Goiânia tem muitas áreas com construções mais antigas, da época em que não existia a doença. A cidade possui ainda muitas obras paradas e edificações que precisam ser reformadas a fim de eliminar focos do mosquito. O biólogo alerta que a forma como tratamos o meio ambiente – casa e trabalho -, é que vai determinar se haverá epidemia ou não. “Se cada empresa fizer uma vistoria de 30 minutos, uma vez na semana durante os períodos críticos, será o suficiente para eliminar todos os focos do mosquito”, ressalta o profissional.

As empresas devem monitorar os canteiros regularmente. Caso a vistoria da vigilância epidemiológica identifique focos, de acordo com a Lei Estadual 9.731/15, a empresa pode ser advertida, interditada e até ser multada no valor que pode chegar a R$ 20 mil.

Onde pode surgir criadouros dentro do canteiro de obras?

  • Entulho de demolição
  • Caixas d´água
  • Lonas
  • Calhas
  • Galões e latões
  • Piscinas e fontes
  • Bandejas de ar-condicionado
  • Ralos
  • Latas, garrafas, tampinhas e copos
  • Tambores
  • Poço do elevador
  • Capacetes
  • Lajes, entre outros

Como combater o mosquito no canteiro de obras?

  • Descarte corretamente lixos, entulhos e outros materiais descartáveis;
  • Evite água acumulada em lajes e calhas;
  • Drene a água que acumula nas sapatas e no poço do elevador;
  • Tampe caixas e reservatórios de água;
  • Guarde baldes, tambores e similares em local seco e protegido da chuva;
  • Estique bem as lonas que recobrem insumos como areia, cal, cimento e brita, para evitar a formação de poças;
  • Mantenha as betoneiras secas e quando não estiverem em uso coloque-as de cabeças para baixo;
  • Guarde EPI´s (botas, capacetes, luvas, entre outros)em locais secos;
  • Realize vistorias regulares no canteiro.

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