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SETEMBRO AMARELO - Depressão e ansiedade: falar sobre esses problemas já é passo importante para tratá-los

on 11 setembro 2019

No mês em que prevenção ao suicídio é debatida em todo País, conversar sobre esses dois transtornos mentais, que juntos atingem cerca de 30 milhões de brasileiros, é uma maneira de evitar situações extremas como o autoextermínio

Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é um transtorno mental que atinge mais de 320 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, 5,8% da população sofre com o problema, afetando 11,5 milhões de brasileiros e fazendo do nosso país o maior em prevalência da doença na América Latina. Já a ansiedade, também conforme dados da OMS, é uma desordem mental que atinge 264 milhões de indivíduos mundialmente, sendo 18 milhões só no Brasil, dando a nós brasileiros o título de povo mais ansioso do mundo.

Além do alto índice de incidência, outro ponto em comum entre esses dois transtornos mentais é sua relação causal com as práticas suicidas. Segundo especialistas, as tentativas de suicídio entre os adolescentes, por exemplo, quase sempre estão relacionadas ao agravamento de quadros de depressão ou ansiedade que não foram tratados ou detectados. Por isso, neste Setembro Amarelo, quando se promove  no mundo e em todo o país uma campanha de conscientização sobre a prevenção contra o autoextermínio, entidades como o Seconci Goiás (Serviço Social da Indústria da Construção) reforçam suas ações de promoção da saúde mental. A psicóloga clínica e organizacional da entidade, Thelma Pereira, realizará palestras com o tema “Setembro Amarelo - Valorização à Vida” em pelo menos 12 obras. A expectativa é que cerca de 600 pessoas participem da programação. 

Conversa necessária

As visitas aos canteiros de obras integram o projeto “Saúde Mental na Construção”, desenvolvido pelo Seconci Goiás desde 2017. Por meio do programa, já foram prestados 2.950 atendimentos até o momento, com orientações e atenção psicológica, além de encaminhamento para outras especialidades, como psiquiatria, quando necessário. “Neste projeto esclarecemos a respeito dos transtornos mentais, seus sintomas e fatores de risco e também promovemos a conscientização para que as pessoas se sintam encorajadas a buscar ajuda”, revela Thelma Pereira, ao citar as barreiras do preconceito que muitas vezes impedem o tratamento da depressão e da ansiedade, especialmente entre os homens. 

Para Thelma, é preciso vencer os tabus que giram em torno do tema e falar abertamente de forma correta e amorosa, no momento adequado, com as pessoas em sofrimento emocional. A psicóloga avalia que a escuta ativa, vinda de um familiar ou amigo, pode incentivar a pessoa a buscar o tratamento. 

Ela afirma que, com as conversas nas obras e o acompanhamento individual, os trabalhadores da construção entendem a importância e seriedade do problema e acabam tornando-se multiplicadores dessa conscientização entre amigos e familiares. “O impacto direto e indireto das palestras é muito positivo, pois os trabalhadores que participam do programa multiplicam esse conhecimento que adquiriram e ativa uma prática simples, mas que é importantíssima para a prevenção da depressão, da ansiedade e consequentemente do suicídio: a conversa”, frisa.

De acordo com o presidente do Seconci Goiás, Célio Eustáquio de Moura, o programa de Saúde Mental na Construção vai ao encontro da proposta da entidade de prestar uma assistência à saúde de forma ampla aos trabalhadores da construção. “A iniciativa do Seconci tem grande relevância por promover a saúde integral do indivíduo, o que inclui a saúde mental, é claro. Os resultados são positivos, não só para os trabalhadores individualmente, mas também para todos os grupos sociais em que eles estão inseridos”, enfatiza presidente do Seconci. 

Crescimento dos casos 

Um estudo feito pela OMS e divulgado em 2017, aponta que em dez anos, de 2005 a 2015, o números de casos de depressão na população mundial aumentou 18,4%. Ainda segundo o mesmo levantamento, o número de pessoas com transtornos de ansiedade registrou um crescimento de quase 15%, entre 2005 e 2015. Conforme citado anteriormente, a estimativa da Organização Mundial de Saúde é de que hoje mais de 320 milhões pessoas no planeta sofram com a depressão e outras 264 milhões com a ansiedade. 

Thelma Pereira atribui, em grande parte, a alta prevalência da depressão e ansiedade nos dias de hoje ao atual cenário de mudanças sociais, políticas e econômicas. “O clima de instabilidade e de muitas mudanças pode afetar muito as pessoas que não estejam em equilíbrio emocional. Os jovens são os mais afetados pelo ambiente de transformações a seu redor, mas os adultos também estão suscetíveis, principalmente no cenário que vivemos hoje de desemprego e instabilidade econômica e política, o que pode gerar insegurança, baixa autoestima e irritabilidade”, ressalta a especialista.

Sobre o Seconci Goiás

Seconci Goiás - Serviço Social da Indústria da Construção no Estado de Goiás é uma Associação Civil autônoma sem fins lucrativos, mantida e administrada pelas empresas da construção. Constituído por meio do Sinduscon-GO em 1991, o Seconci Goiás visa atender os trabalhadores do setor e seus familiares no âmbito social, da saúde e segurança do trabalho, além de contribuir para a atuação socialmente responsável das organizações e com a comunidade goiana. Hoje, aos 28 anos, o Seconci Goiás possui mais de 200 empresas associadas e realiza aproximadamente 7.000 atendimentos ao mês, propiciando uma melhor produtividade nos canteiros de obras.

Sobre o setembro amarelo

Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, sendo esta a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Contudo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas, destacando assim a importância do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, comemorado em 10 de setembro e da campanha Setembro Amarelo - um movimento mundial de conscientização sobre a prevenção do suicídio. No Brasil, foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar a cor ao mês garantindo mais visibilidade à causa. 

Fonte: Assessoria

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