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Nova gestão da CBIC amplia protagonismo de Goiás e reforça presença do Sinduscon-GO no cenário nacional

Nova gestão da CBIC amplia protagonismo de Goiás e reforça presença do Sinduscon-GO no cenário nacional

20 August 2026

Nova gestão da CBIC amplia protagonismo de Goiás e reforça presença do Sinduscon-GO no cenário nacional

 

Posse de Eduardo Aroeira para a gestão 2026–2029 reúne lideranças do setor em Brasília e consolida a participação de representantes goianos em posições estratégicas da entidade nacional

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou, nesta quarta-feira (19), em Brasília, a cerimônia de posse de Eduardo Aroeira Almeida como presidente da entidade para a gestão 2026–2029. Realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o evento reuniu representantes do setor produtivo e do poder público e marcou o início de um novo ciclo institucional da CBIC.

Para Goiás, a nova gestão ganha significado especial pela presença de lideranças do Estado em posições estratégicas da estrutura nacional da CBIC, ampliando a participação goiana nos debates que envolvem desenvolvimento econômico, mercado imobiliário, segurança jurídica, infraestrutura, habitação, modernização da construção e melhoria do ambiente de negócios.

 

Sinduscon-GO amplia presença na estrutura nacional

 

Entre os destaques está Cezar Valmor Mortari, vice-presidente do Sinduscon-GO, que assume a Vice-Presidência Regional da CBIC para a Região Centro-Oeste. A posição coloca Goiás em espaço relevante de articulação das demandas do setor na região e de interlocução com a estrutura nacional da indústria da construção.

Outro nome diretamente ligado ao Sinduscon Goiás é o presidente da entidade, Hidebrair Henrique de Freitas, que passa a integrar o Conselho de Administração da CBIC como vice-presidente. Sua presença na estrutura nacional reforça a representação institucional do setor produtivo goiano e aproxima ainda mais as pautas das empresas de Goiás das discussões conduzidas pela CBIC.

A composição também conta com outras importantes lideranças de Goiás. Felipe Melazzo de Carvalho assume a Vice-Presidência da Área Jurídica, responsável por temas relacionados à segurança jurídica, legislação e marcos regulatórios com impacto direto sobre as empresas da construção. Já Fernando Coe Razuk integra o Conselho Fiscal da CBIC como suplente.

A representatividade goiana na gestão 2026–2029 demonstra o espaço conquistado pelo Estado nas discussões nacionais da indústria da construção e fortalece a capacidade de articulação institucional em torno de temas estratégicos para o desenvolvimento do setor.

 

Novo ciclo da construção brasileira

 

A cerimônia de posse também reuniu representantes de importantes instituições públicas e empresariais. O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, destacou a relação de diálogo entre a instituição financeira e a CBIC e a importância da atuação conjunta para ampliar o acesso à moradia e desenvolver novos instrumentos para o mercado habitacional. Representantes da CNI, do Ministério das Cidades, do Governo do Distrito Federal e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também participaram da solenidade.

A gestão liderada por Eduardo Aroeira inicia o mandato diante de uma agenda que envolve temas como reforma tributária, segurança jurídica, produtividade, escassez de mão de obra, políticas habitacionais, infraestrutura e melhoria do ambiente de negócios da construção.

Para o Sinduscon Goiás, a presença de suas lideranças na nova administração da CBIC fortalece a integração entre as pautas locais, regionais e nacionais e amplia os canais de participação do setor da construção goiano na formulação de propostas e na defesa de medidas capazes de estimular investimentos, gerar empregos e promover o desenvolvimento.

A nova composição da CBIC para o triênio 2026–2029 consolida, assim, uma expressiva participação de Goiás em sua estrutura de liderança, reforçando o protagonismo do Estado e do Sinduscon-GO no cenário nacional da construção civil.

 

Cezar Lima - Jornalista,

Informativo do Sinduscon-GO: Construir Mais on-line – Ano 5 Edição nº 18

Informativo do Sinduscon-GO: Construir Mais on-line – Ano 5 Edição nº 18

20 August 2026

O Sinduscon-GO lançou a 18ª edição do seu informativo on-line Construir Mais, reunindo os principais debates, inovações, agendas institucionais e análises técnicas que impactam o futuro do setor da construção civil em Goiás e no Brasil.

Nesta edição, o tema de capa aborda "Escassez de mão de obra desafia o futuro da construção", trazendo um debate abrangente sobre o cenário de formação, atração, retenção de talentos e o avanço da industrialização e tecnologia como respostas estratégicas.

Confira a edição completa!

Acesse o informativo na íntegra e mantenha-se atualizado com as transformações e diretrizes da indústria da construção civil.

ler revista digital

Cezar Mortari representa o Sinduscon Goiás em solenidade de assinatura do Plano Urbanístico Básico de Goiânia
Cezar Mortari representa o Sinduscon Goiás em solenidade de assinatura do Plano Urbanístico Básico de Goiânia

Cezar Mortari representa o Sinduscon Goiás em solenidade de assinatura do Plano Urbanístico Básico de Goiânia

06 August 2026

Cezar Mortari representa o Sinduscon Goiás em solenidade de assinatura do Plano Urbanístico Básico de Goiânia

O primeiro vice-presidente do Sinduscon Goiás, Cezar Mortari, participou, nesta quarta-feira (5/8), da solenidade de assinatura do decreto do Plano Urbanístico Básico — PUB do município de Goiânia.

Realizado no auditório do Secovi Goiás, o evento contou com a presença do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, de secretários municipais e de representantes de entidades ligadas aos setores da construção civil, do mercado imobiliário e do desenvolvimento urbano.

A assinatura do decreto representa uma importante etapa para o planejamento urbanístico da capital, contribuindo para a organização do crescimento da cidade e para o debate sobre diretrizes relacionadas à ocupação e ao desenvolvimento do território municipal.

A participação do Sinduscon Goiás reforça o compromisso da entidade em acompanhar e contribuir com iniciativas que impactam diretamente a construção civil, o mercado imobiliário e o desenvolvimento sustentável de Goiânia.

ENTREVISTA - Pró-soluto e seus impactos sobre a industrialização da construção civil

ENTREVISTA - Pró-soluto e seus impactos sobre a industrialização da construção civil

03 August 2026
  • ENTREVISTA

Após mais de três décadas na Caixa Econômica Federal — período em que comandou a Vice-Presidência de Habitação e liderou a implantação do programa Minha Casa, Minha Vida —, José Urbano Duarte continua ocupando posição de destaque nas discussões sobre os rumos do mercado imobiliário brasileiro. Hoje, como consultor e conselheiro de incorporadoras, construtoras, empresas do mercado de capitais e startups do setor, acompanha de perto os desafios que influenciam a produção habitacional e a sustentabilidade financeira das empresas.

Nesta entrevista à Construir Mais, Urbano analisa um tema que ganhou protagonismo nas discussões do setor: o risco do pró-soluto e seus impactos sobre a industrialização da construção civil. Na avaliação do especialista, o modelo atual de financiamento acaba penalizando justamente as empresas que conseguem construir com maior eficiência e rapidez, criando um paradoxo que limita o avanço da inovação no segmento. Ele também comenta as soluções debatidas durante o Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), avalia o ambiente regulatório e aponta quais medidas as incorporadoras podem adotar desde já para reduzir riscos, fortalecer o fluxo de caixa e ampliar sua competitividade.

- O que exatamente é o risco pró-soluto e por que ele trava a industrialização?

Pró-soluto é a parcela do preço que o financiamento bancário não cobre e que o comprador paga direto à incorporadora — na prática, a empresa vira banco do próprio cliente, sem ser banco. No MCMV, estimo algo próximo de R$ 15 bilhões em 2025, cerca de 20 % do VGV, operando inteiramente fora do perímetro regulatório dos demais créditos do mercado: não entra no SCR, não tem provisionamento pela Resolução CMN 4.966, que orienta a provisão do mercado financeiro, não tem precificação de risco tecnicamente especializada. Como coloquei nas discussões preparatórias do último ENIC, o volume de financiamento carregado pelas incorporadoras é excessivo e em condição precária frente à garantia que essa operação tem. E é crescente. Nos primeiros 5 meses de 2025, os dados apontam para um crescimento da ordem de 15% em relação a 2025. E por que trava a industrialização? Porque a conta é temporal. O modelo tradicional tem uma espécie de “âncora involuntária”: obra de 24 a 36 meses dá tempo de o cliente amortizar uma parte do pró-soluto durante a construção, que tem inadimplência baixa, ficando uma parte para o pós chaves. Nesse pós chaves, a inadimplência quintuplica. A obra industrializada entrega em prazos bem menores, 6-8 meses ou menos dependendo do tamanho do empreendimento — o descompasso entre a velocidade de execução e a capacidade de formação de poupança do comprador é exatamente o problema. Quanto mais rápido você constrói, mais cedo precisa carregar um recebível longo, sem indexação adequada e com garantia frágil, no pós-chaves. A eficiência produtiva vira penalidade financeira, dada o comportamento da adimplência. Esse é o paradoxo que o setor precisa resolver.

- Quais soluções propostas no desafio do ENIC você achou interessantes?

 O desafio reuniu cerca de 40 participantes — incorporadoras, bancos, fintechs, indústria — e a proposta vencedora combinou integração entre produção industrial, rastreabilidade digital e validação financeira. O que me pareceu mais relevante não foi um produto específico, mas a convergência de diagnóstico: a industrialização não depende só de tecnologia produtiva, mas muito agora da modernização do ambiente financeiro, hoje o maior desafio, dado que a superação do empecilho tributário está endereçada via reforma tributária. E acho esse o ponto principal. As linhas que considero mais promissoras: (a) formalização do pró-soluto com garantia real: via a alienação fiduciária superveniente da Lei 14.711/2023, que já permite isso; (b) cessão e securitização desses recebíveis com lastro rastreável, tirando o crédito do balanço da incorporadora, quando possível, ou pelo menos mitigando o risco desse ativo e reduzindo o deságio nos casos de antecipação desses recebíveis; (c) melhoria na atual exposição das casas do mercado de capitais que hoje antecipam, cada vez mais, esses recebíveis. Nada disso exige lei nova — exige estruturação e disposição do setor de precificar um risco que hoje finge-se não ver e institucionalizar o processo da alienação superveniente para um regramento vigente em todos os cartórios do país.

- O Ministério das Cidades tem alguma proposta concreta em andamento?

Concreta e publicada, não. O que existe é sinalização política favorável. O que é bem importante. Minha leitura — e aqui é opinião, não fato — é que a regulação pode vir, mas não se deveria esperá-la de forma contemplativa. Mesmo antes dessa institucionalização, já começar a usar a alienação superveniente, negociando com o cartório de referência dos empreendimentos. Quando a institucionalização vier, trará complementos, mas o pró-soluto já terá uma condição comparativa muito melhor do que se tem hoje, por estar com alienação, mesmo em segundo nível de prioridade. O ideal é que venham a institucionalização, que permitirá um ambiente mais estável e seguro para as incorporadoras, o que significa redução de custos e, para o cliente, redução de preço decorrente desse risco elevado e mitigado, que hoje está contido nele. E num olhar macro, também ajuda na redução do risco e do endividamento das famílias pois entendo que a institucionalização deverá também trazer esse tipo endividamento para a luz, para ser mais um dado a ser pesquisado e que oriente novos créditos de outros agentes do setor financeiro, que hoje não existe e por ser um crédito à sombra do mercado, leva a novas concessões sem saber da sua existência, levando as famílias a maior comprometimento da renda do que seria razoável, ampliando os níveis de inadimplência do mercado em geral, não só do imobiliário.

- Como o incorporador goiano já pode se posicionar antes de uma regulamentação?

Quatro movimentos, em ordem de prioridade, penso: Primeiro, medir: saber exatamente quanto de pró-soluto carrega, por empreendimento, por prazo, por indexador — muitos fazem isso de forma superficial. Esse recebível hoje é, via de regra, superior à margem líquida do empreendimento. Recalcular a margem sem o pró-soluto, estaria nesse primeiro passo; no mercado, quem faz, chama isso de margem rasa, para ter uma dimensão de qual a margem 100% segura, e uma visão mais concreta do que significa esse ativo e da sua importância para resultado e caixa. Segundo, formalizar a garantia: migrar contratos para alienação fiduciária superveniente (Lei 14.711/2023), o que transforma um crédito quirografário em crédito com garantia real e o torna cedível em condições superiores àquelas atualmente realizadas. Terceiro, precificar: pró-soluto sem juros ou com juros abaixo do custo da estrutura de capital pode significar carrego negativo — a empresa financia o cliente com margem negativa e não enxerga isso na DRE; se não tiver caixa próprio para isso, mais grave pode ser. Nesse contexto, pode acontecer de quanto mais lançar, crescer, pior para o resultado e para a sustentabilidade da empresa. Quarto, dosar na origem: pró-soluto é ferramenta de viabilização de venda, não de elegibilidade. Quando ele passa a compensar a renda insuficiente do comprador, você não está vendendo — está adiando um distrato ou pior uma inadimplência pós-chaves e o comprometimento da viabilidade do empreendimento ou até da própria empresa. Quem tiver com carteira medida, garantida, mesmo em segunda instância, e precificada vai negociar cessão em condições muito melhores que faz hoje e do concorrente que não a tiver, melhorando a sua competitividade.

- Qual é a diferença entre operar com e sem o pró-soluto em termos de fluxo de caixa?

Sem pró-soluto, o ciclo financeiro fecha na entrega: repasse bancário na venda ou nas chaves, caixa e margens realizadas, capital liberado para o próximo projeto. Com pró-soluto, a incorporadora entrega o imóvel, mas continua carregando um percentual do VGV por até 84 meses (já vi) depois das chaves — capital de giro imobilizado, exposto à inadimplência e, frequentemente, rendendo menos que o custo de captação da empresa. O efeito prático: cada real de pró-soluto reduz a capacidade de lançamento futuro. E na obra industrializada o efeito é amplificado, porque o giro potencial é maior — o custo de oportunidade do capital preso cresce na mesma proporção da velocidade que a tecnologia permitirá. Por isso insisto: o gargalo da industrialização não está no canteiro estrito senso, está no modelo de negócios atual e no seu efeito no balanço das incorporadoras.

JORNADA DE 40 HORAS - O que sua construtora precisa saber antes que vire lei

JORNADA DE 40 HORAS - O que sua construtora precisa saber antes que vire lei

03 August 2026

Por Amanda Miotto*

Nos últimos tempos, um dos maiores desafios do empreendedor, o custo da mão de obra, ganhou um novo fator de preocupação com a proposta de redução da jornada semanal para 40 horas, na escala 5x2, sem redução dos salários.

Em Goiás, há vários anos, a escala 5x2 é a realidade predominante nas construtoras em razão da Convenção Coletiva de Trabalho do setor. Atualmente, a jornada semanal de 44 horas é distribuída de segunda a sexta-feira, com 8 horas e 48 minutos de trabalho diário, mantendo o sábado livre. O trabalho aos sábados é admitido apenas em caráter excepcional e deve ser remunerado como hora extra. Portanto, se a proposta for aprovada nos moldes atualmente debatidos, o maior impacto estará quanto ao aumento de custos, em cerca de 10% a 15% e perda de produtividade (4 horas produtivas, por trabalhador, por semana).

Se a proposta for aprovada nos moldes atualmente debatidos, é possível que se eleve o custo também de toda a cadeia produtiva fornecedores de cimento, aço, concreto, transportadoras e demais prestadores de serviços, que tendem a repassar seus novos custos aos preços finais.

Diante desse cenário, o principal desafio deixa de ser jurídico e passa a ser de produtividade. A empresa que conseguir produzir mais com a mesma equipe terá melhores condições de absorver o aumento dos custos. Por isso, este é o momento de revisar orçamentos de obras de longa duração, incorporando uma margem de risco para eventuais mudanças legislativas. Também vale antecipar investimentos em métodos construtivos mais industrializados, que reduzem a dependência de mão de obra nos canteiros.

Outro passo importante é adoção do uso de tecnologias para gestão de obras, planejamento de equipes, controle digital da produção e automação de processos administrativos, que podem recuperar parte da produtividade perdida com a redução da jornada. Sugere-se ainda que as empresas revisem seus instrumentos de gestão da jornada, especialmente bancos de horas, escalas e mecanismos de compensação previstos na Convenção Coletiva de Trabalho, identificando oportunidades para tornar a utilização da mão de obra mais eficiente dentro dos limites legais.

A redução da jornada ainda depende de aprovação pelo Congresso Nacional, onde a CBIC defende uma implementação gradual, ao longo de quatro anos, além da preservação da negociação coletiva como instrumento de adaptação para cada setor. Independentemente do formato que venha a ser aprovado, a construção civil já tem um sinal claro: o futuro exigirá maior produtividade, melhor planejamento e uso mais eficiente da mão de obra. As empresas que iniciarem essa preparação agora estarão mais bem posicionadas para enfrentar um cenário de custos crescentes sem comprometer a competitividade e os prazos de entrega.

Convido os empresários e profissionais de gestão de pessoas a conhecerem mais de perto o Sinduscon-GO e as vantagens de ser um associado. Além de fortalecer a defesa dos interesses do setor, o sindicato é um parceiro estratégico na construção de relações de trabalho mais eficientes, seguras e sustentáveis, contribuindo para um ambiente de negócios mais competitivo e responsável na construção civil goiana.

*Advogada especializada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho Empresarial, Consultora Trabalhista Empresarial e Assessora Jurídica do Sinduscon-GO.

  1. CONSTRUÇÃO 4.0 - Custo da construção sobe 6,5% e acelera uso de IA contra falhas no canteiro
  2. TECNOLOGIA - Microfábrica de casas da KATA chama atenção na ENIC 2026
  3. DINÂMICA INCORPORADORA - Construindo oportunidades, carreiras e futuros
  4. ENTREVISTA - Caminhos para enfrentar a escassez de mão de obra na construção

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