Entidades fortalecem o setor de habitação e impulsionam o desenvolvimento social

Entidades fortalecem o setor de habitação e impulsionam o desenvolvimento social

 

 

A atuação articulada das entidades empresariais do setor da construção civil tem desempenhado papel decisivo na evolução das políticas habitacionais e na ampliação do acesso à moradia digna no Brasil. É o que destaca a engenheira civil Daniela Ferrari, diretora de Relações Institucionais da Tenda e vice-presidente de Habitação no SindusCon-SP e no Secovi-SP, ao ressaltar que o trabalho coletivo entre empresas e instituições representativas transformou profundamente o cenário da habitação de interesse social nas últimas duas décadas.

Segundo Daniela, há cerca de 15 a 20 anos a presença da iniciativa privada nesse segmento era restrita, principalmente pela ausência de políticas de crédito adequadas para famílias de baixa renda. “A criação do Programa Minha Casa Minha Vida foi um divisor de águas. Ele exigiu das empresas maior organização e articulação, o que levou as entidades a se estruturarem para propor ajustes e aprimoramentos nas políticas habitacionais”, explica.

No caso do SindusCon-SP, a diretora destaca a criação de comitês específicos, como o CHP (Comitê de Habitação Popular), voltados a debater e sugerir incentivos à habitação social. Essa estruturação foi essencial para fortalecer o diálogo com o poder público e garantir maior segurança e governança na execução das políticas. Diversos grupos de trabalho foram instituídos, abordando temas estratégicos como crédito habitacional junto à Caixa Econômica Federal, sustentabilidade do FGTS, legislações municipais e estaduais, além de programas complementares como o CCI do Casa Paulista, o CCA do CDHU e o Pode Entrar, da Prefeitura de São Paulo.

Essas iniciativas resultaram na democratização da oferta habitacional, alcançando um número crescente de municípios paulistas e promovendo sinergia com o desenvolvimento econômico e urbano. “O trabalho conjunto com o setor de loteamentos tem sido essencial para viabilizar o crescimento ordenado das cidades e ampliar o acesso à moradia digna”, pontua Daniela.

Mais recentemente, o setor passou a exercer protagonismo também nas áreas de inovação e sustentabilidade, investindo em novas tecnologias para aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental. A instalação de fábricas de sistemas construtivos como woodframe, steelframe e pré-fabricado de concreto no Estado de São Paulo levou à criação do Comitê de Construções Industrializadas, cuja principal missão é apoiar a modernização das legislações, incluindo o código de obras, para permitir a produção industrializada em escala.

Essa modernização, segundo Daniela Ferrari, tem potencial para acelerar a entrega de moradias, especialmente para a população mais vulnerável, contribuindo para a redução de habitações em áreas de risco. “Os resultados já são visíveis: execução recorde do orçamento do FGTS, obras entregues com qualidade e no prazo, aumento da participação empresarial no segmento de habitação social, geração de empregos em níveis históricos e atendimento das famílias de menor renda”, afirma.

Para Daniela, o compromisso do setor vai além da construção física de moradias. “A habitação é a porta de entrada para a educação, saúde, segurança e outros pilares do desenvolvimento humano. Continuaremos empenhados em enfrentar o déficit habitacional e em construir, juntos, uma sociedade mais justa e equilibrada”, conclui.

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