ESPECIAL - Missão China foi um sucesso!

ESPECIAL - Missão China foi um sucesso!

No mês de maio, o Sinduscon Goiás promoveu a Missão China, quando uma comitiva do sindicato conheceu de perto a inovação tecnológica, organização produtiva, cultura empresarial e qualificação de mão de obra no país asiático, uma das maiores economias do mundo.

Integrantes da comitiva falam sobre os aprendizados e a importância de iniciativas como essa para o avanço da indústria da construção em Goiás.

cezar mortariCezar Mortari

Ex-presidente e atual 1º vice-presidente do Sinduscon-GO

Inovação tecnológica: Esta foi minha terceira ida à China e nas visitas às três Feiras de Construção e Metalurgia, a 6 indústrias, a um prédio modular pronto e a dois canteiros de obras podemos enxergar que a China evoluiu drasticamente do ponto de vista tecnológico, e, na maioria dos casos, encontra-se na fronteira do conhecimento e da tecnificação. Uma profusão de robôs e máquinas automáticas, produtividade alta, boa qualidade e produtos que estão competindo em qualidade com os europeus e americanos. Visível a busca da inovação e apresentação de produtos cada vez melhores.

Organização produtiva:  É notável a preocupação com o resultado. Indústrias com Lay Out onde visivelmente atuou a Engenharia de Produção: aplicação de lean manufacturing, processo produtivo sequencial, sem retornos, limpeza e organização, automação em tarefas repetitivas e mais extenuantes, volumes de produção muito mais altos que os do Brasil.

Cultura empresarial: Impressiona o profissionalismo, uma excelente receptividade em todas as companhias onde não se importaram em que tomássemos vídeos e fotos dentro dos processos produtivos. Uma gentileza ímpar, uma participação intensa do staff, muitas vezes com os CEOs participando da recepção de nosso grupo. Ao que se pode aferir, a maioria das empresas atuam de forma privada, com alta administração nas mãos dos donos, mas todas as empresas seguem orientações estratégicas e ajuda do governo fomentando a ampliação da produção e, principalmente, o empenho em ampliar o comércio internacional. Qualquer indústria tem seu departamento de comércio exterior. Percebe-se uma diminuição de contingente nas tarefas de chão de fábrica (com a automatização) e uma ampliação dos departamentos de engenharia e comercial.

Qualificação de mão de obra: os chineses sempre foram abnegados no trabalho. Para o chinês o trabalho é um valor em si, e não apenas uma forma de ganhar o dinheiro suficiente para poder comprar o que teria valor, como raciocinamos no mundo ocidental. O que diferencia agora é que, regra geral, estão estudando cada vez mais, muitos com pós-graduação. Até porque o estudo, cada vez mais especializado, é a principal oportunidade de mudança de cidade, indo em direção às grandes cidades, mais atraentes e com mais estrutura.

A Missão foi um sucesso total. Tenho certeza de que nenhum dos componentes da missão será o mesmo após esta viagem. Foi uma imersão extraordinária misturando cultura totalmente diversa da nossa, novidades tecnológicas, indústrias de ponta, comidas exóticas. Acredito ter sido um marco na história do Sinduscon GO, tenho certeza, será a primeira de muitas que virão, pois os ganhos para todos são incontáveis. Todos estão diferentes, e melhores.

PollyanaPollyana de Sousa Carvalho

Engenheira Civil Especialista em Engenharia Diagnóstica, responsável Técnica da empresa XCO Engenharia, Diretora Administrativa da ABENC- GO, Diretora Financeira e Administrativa da ABAP-GO.

A missão revelou o alto nível de industrialização, produção em larga escala e automação aplicadas à construção civil chinesa. Mostrou também que as cidades possuem um planejamento urbano para atender o crescimento populacional, edificações integradas com sistema viário, possibilitando rapidez e fluidez na malha viária. Os pedestres se beneficiam de uma extensa rede de passarelas elevadas e túneis subterrâneos.

Tivemos a oportunidade de visitar e observar obras e fábricas organizadas com foco em produtividade, escala, durabilidade e controle de qualidade. A cultura empresarial chinesa valoriza disciplina, eficiência e cumprimento de metas. A tecnologia está integrada à rotina, com indústrias automatizadas e pré-fabricação e sistemas digitais. A mão de obra é tecnicamente capacitada para operar essas tecnologias com segurança e precisão. O planejamento detalhado, presença massiva de equipamentos e a logística integrada garantem rapidez, agilidade e redução de desperdícios.

São lições práticas que inspiram modernização no setor brasileiro e mostram o quanto ainda precisamos aprimorar.

Missões técnicas internacionais como a Missão China Sinduscon GO conectam profissionais a soluções de referência global. Permitem a atualização tecnológica, o contato no local com empresas/obras executando métodos construtivos inovadores e a abertura de oportunidades. Além disso, pensar “fora da caixa”, promovendo um ambiente imersivo de networking, fortalecendo relações entre empresas, entidades e profissionais da área.

São experiências profissionais e culturais que ampliam a visão estratégica que incentivam a adoção e até mudança de práticas na nossa cadeia produtiva.

Investir em conhecimento e troca de experiências é fundamental para evoluir com qualidade, inovação e diferenciação.

Adoro a frase abaixo e carrego ela como um propósito de vida:

A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao tamanho original.
Albert Einstein

Pedro Toledo Pedro Toledo França

Engenheiro Mecânico graduado pela UFSC, com especialização em Gestão Comercial pela FGV e MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral (FDC). Diretor Comercial da Joule Engenharia e integra a Joule Participações.

A China tem uma infraestrutura incrível. Nunca vi nada igual. Tudo é muito grande, muito movimentado e muito organizado. Apesar da quantidade enorme de pessoas, tudo funciona bem e sem tumulto. O bom planejamento está na cultura chinesa e é praticada por todos.

Nas visitas em fábricas, observamos a busca pela produtividade com processos bem definidos e investimentos constantes.

Nas feiras, a quantidade de fornecedores é incrível, oferecendo uma vasta opção de fornecedores, o que os deixam também mais competitivos.

Esse tipo de iniciativa representa um benchmark poderoso para as empresas goianas. Permite a observação de boas práticas internacionais, que podem ser adaptadas e aplicadas à realidade do nosso estado.

Também abre novas oportunidades de mercado, especialmente para a aquisição de materiais e equipamentos. Além disso, a viagem em grupo promove um ambiente rico em troca de informações, experiências e o fortalecimento de novos vínculos e amizades.

HidebrairHidebrair Henrique de Freitas

Presidente do Sinduscon-GO

A visita à China foi uma experiência surpreendente e provocadora. Conhecemos uma sociedade extremamente populosa, mas cuja organização urbana e produtiva impressiona sob qualquer ponto de vista ocidental. Trata-se de um país com infraestrutura consolidada e, ao mesmo tempo, em permanente expansão. Vimos cidades com arquitetura moderna, consumo aquecido e uma política habitacional radicalmente diferente da nossa, onde o direito de propriedade é temporário (limitado a 70 anos) e o imóvel retorna ao Estado. Apesar de parecer um choque para a nossa cultura patrimonialista, chama a atenção o fato de não vermos favelas nem moradores de rua nas cidades visitadas.

No campo da construção civil, observamos empreendimentos verticais executados com alto grau de racionalização: estruturas em concreto armado, mas com uso intenso de formas de alumínio e equipes mais enxutas, o que se traduz em obras mais rápidas e produtivas do que estamos acostumados a ver no Brasil. A eficiência dos processos salta aos olhos e reflete uma mentalidade empresarial voltada à escala, à padronização e ao uso estratégico da tecnologia.

A missão à China evidenciou a necessidade de modernização da cadeia produtiva da construção no Brasil. A adoção de sistemas construtivos mais industrializados, a reestruturação dos processos organizacionais e o investimento contínuo em qualificação profissional são pilares estratégicos para elevar a produtividade e a competitividade do setor. O cenário global exige transformação e ela precisa começar agora.

Inciativas como a missão à China são fundamentais para ampliar a visão estratégica do setor da construção. Ao visitar diversas cidades de médio e grande porte, tivemos a oportunidade de conhecer métodos construtivos mais industrializados, políticas públicas inovadoras e modelos de gestão urbana que desafiam nossos paradigmas. Voltamos com um repertório rico de ideias e boas práticas que podem ser adaptadas à realidade brasileira.

Além disso, a China se consolida como um parceiro estratégico para o fornecimento de equipamentos e insumos com tecnologia de ponta, o que pode contribuir significativamente para o aumento da produtividade e a redução de custos em nossos canteiros. Missões como essa conectam o setor regional às tendências globais e aceleram o processo de modernização da nossa indústria.

Marco Cunha 1Marco Cunha

Engenheiro Civil, Diretor de Projetos, Consultoria e Gerenciamento de Obras do Sinduscon – GO, CEO fundador da MAC Engenharia

Durante a missão à China, um dos principais aprendizados foi perceber como o país tem promovido a inovação tecnológica de forma organizada no setor da construção civil. Antes de modernizar, eles fizeram um diagnóstico das necessidades do mercado interno e a partir disso, planejaram bem a estrutura das indústrias, padronizaram os processos produtivos e investiram fortemente em tecnologia e na qualificação da mão de obra. Podemos destacar a utilização de tecnologias avançadas, como a automação com robôs em diversas etapas da produção, e o elevado nível de organização das plantas industriais visitadas. Esses fatores resultam em alta produtividade e eficiência operacional. Outro ponto fundamental observado foi o papel da cultura empresarial como base de sustentação para essas transformações. A cultura organizacional na China estimula o comprometimento com a inovação, o desenvolvimento contínuo e a excelência, o que potencializa os investimentos em pessoas e em tecnologia

A importância de iniciativas como essa está em permitir o contato direto com outras culturas, como a chinesa, que hoje colhe resultados de anos de investimento em educação, organização e uma cultura que valoriza o planejamento – tanto em nível político quanto familiar e empresarial. Esse tipo de missão amplia nossa visão e traz uma grande quantidade de informações, referências e exemplos práticos que podem ser adaptados à realidade brasileira. São aprendizados que nos mostram caminhos para melhorar a produtividade, a gestão e a eficiência do setor da construção civil no Brasil. A proposta da diretoria e da presidência do Sinduscon é justamente promover mais visitas como essa, com foco no desenvolvimento, para fortalecer o mercado da construção em Goiás e em todo o país.

Caio AugustoCaio Augusto Alcântara

Engenheiro Civil, diretor de Tecnologia e Novos Negócios da Porto Belo Engenharia e cofundador da Midwest Labs

Iniciativas como essa missão à China têm um valor estratégico imenso, tanto no aspecto profissional quanto no desenvolvimento do setor como um todo. Um dos principais ganhos está na troca entre os participantes — empresários, técnicos e profissionais do setor — o que promove um ambiente rico de networking, aprendizado prático e possíveis conexões para parcerias futuras. Essa interação entre diferentes visões e experiências fomenta o desenvolvimento das nossas próprias empresas e impacta diretamente a economia local, ao trazer novas ideias e práticas para o nosso contexto.

Do ponto de vista do conhecimento, a imersão na cultura chinesa permite enxergar de forma muito clara as diferenças de mentalidade, organização e ritmo de trabalho entre Brasil e China. Mais do que observar processos, é uma experiência que desafia nossos modelos mentais e estimula uma mudança de perspectiva sobre eficiência, planejamento e ambição empresarial.

E um ponto que considero essencial: mais valioso do que simplesmente visitar fábricas ou observar equipamentos — que muitas vezes estão disponíveis em catálogos — é a oportunidade de vivenciar o ambiente produtivo, conhecer as pessoas por trás da operação e entender como elas pensam, decidem e operam em larga escala. Isso amplia nossa capacidade de aplicar essas tecnologias no Brasil de forma mais contextualizada, adaptando o que há de mais avançado à nossa realidade.

 

 

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